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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Saudosismo "demais" é veneno...

5 comentários

Olá leitores, o que acharam do vídeo do post passado? Espero que tenham gostado e, espero que comentem mais. P/ quem não conseguir comentar aqui no blogspot, comente pelo twitter colocando sempre a mention @igorkawabe ou mandem por email, igorkawabe@vivaideia.com.br.

Bom, hoje pela manhã fui em algumas cidades do interior da PB fazer umas visitas à alguns parceiros e na volta, vim escutando um programa de rádio, de cunho político. Bom, o que me chamou atenção à escrever esse post foi um dos temas puxados no ar. Um dos entrevistados, que não vou citar nomes, estava reclamando que a banda Calcinha Preta tinha um cachê 10 vezes maior do que Biliu de Campina no São João de CG e, chegou à dizer que as rádios deveriam ser proibidas de tocar essas músicas de hoje em dia. Aí eles ficaram na discussão, uns o apoiavam, outros não, uns teciam comentários "audíveis", outros "vomitavam" besteiras.

Primeiro eu acho que a censura já acabou faz algum tempo, segundo eu acho várias coisas, kkk. Eu fico me perguntando, qual o problema tem os forró's de hoje em dia, que mal essas músicas fazem à essas pessoas que se dizem "cults"? Não concordar com letras de duplo sentido, pornográficas e apologias à sexo ou algo "errado", CONCORDO demais, mas discordar e combater simplesmente porque é novo?!

Colocaram um apelido no forró atual, chamado "Forró de Plástico", qual o problema em ser moderno, não era p/ ser legal isso não? Eu entendo que tudo na vida evolui, porque temos que ser obrigados à só gostar do que é tradicional?

- O macaco virou homem das cavernas;
- O girino virou peixe;
- A altura média do homem nos anos 80 era de 1,68m, hoje é de 1,71m;
- A máquina de escrever virou computador, que virou notebook, que por sua vez virou tablet;

"Forró só presta pé-de-serra, Luiz Gonzaga..." Porque? Não que eu não goste do velho Gonzaga, pelo contrário sou seu fã, adoro um cd dele ao vivo gravado no Rio de Janeiro em que ele conta a história de sua volta p/ casa. Mas eu gosto do Aviões do Forró também, gosto do poeta Dorgival Dantas, gosto de Garota Safada e, não me sinto mal com isso.

Em João Pessoa, agora, virou moda os eventos da prefeitura terem que ser tradicionais e, só tocarem artistas considerados seletos da classe "cult extra phoda intelecto mega tradicional"! O carnaval agora tem que ser no centro, desfiles de carros antigos, carnavais de bairros... Vou repetir o que um amigo fala: "Agora deu a poha mesmo!" (kkkkkk) Ótimo p/ quem goste, mas será que temos que ser obrigados à gostar? Ou podemos pelo menos escolher nossa preferência?

Muriçocas de 2010, me marcou dois trios, um com Tribo de Jah e outro com uma banda que não sei o nome, mas lembro demais o que tocavam, uma mistura de bolero com tango. Quanto ao Tribo de Jah, eu sou fã, já fui p/ três shows deles, tenho 4 cds deles, adoro a música que eles tem junto com Falcão do Rappa "War" (Versão de Bob Marley) mas numa Muriçocas..... acho um pouco demais, é carnaval meu amigo! Não, mas falando sério, um pouco demais era a outra banda, em que os caras tocavam sentados e dava até sono escutar aquilo ali. Eu não estou tirando conclusão pelo meu "achar" não, se tivesse 100 pessoas ao meu redor, as 100 estavam indignadas.

Primeiro que na minha opinião, eventos de prefeitura, do governo, federal, quem deveria escolher era o povo, ou não? Claro, ou então com critério! Toca Biliu p/ quem gosta e toca Calcinha Preta p/ quem também gosta, simples assim! Que tal enquetes no site da prefeitura, do estado...

Teve uma hora, quando escutava o programa de rádio que mencionei acima, que um dos jornalistas falou: "Meu amigo, nada de proibir, tem que tocar o que o povo quer. Garota Safada, Garota veneno, Garota Manhosa, Calcinha Preta, Branca, vermelha... Rádio vive de audiência"

Acho que precisamos estar renovando nossos conceitos sempre, precisamos estar acompanhando a evolução de tudo. Citando um exemplo de uma grande construtora que não acreditava em redes sociais até o dia que vendeu seu primeiro apartamento pelo twitter, desde então é a maior no segmento!

Desde já, abro espaço p/ respostas e p/ que se sentir ofendido, estou aqui p/ debater também! Espero que fique claro que não tenho nada contra prefeitura, governo nem qualquer banda citada nesse post, é apenas um ponto de vista.

Abraço à todos!!
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Abdelghafour

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5 comentários

ivana disse...

Caro Igor,concordo com vc,cada pessoa tem direito ao seu livre arbitrio,não podemos impor as pessoas.É por isso que sou muito criticada pq muitos querem que eu mude meu jeito de ser.Cada pessoa tem direito de viver da maneira que gosta.No gosto musical não é diferente,não posso querer que as pessoas goste do mesmo tipo de musica que eu.Somos livres para todas as escolhas,desde a musica ao amor.Cada banda tem seu estilo,ai depende do nosso gosto,não podemos viver só de passado,mesmo pq não somos museus,temos que nos adequar ao progresso sem esquecer as origens e respeitando a opinião de todos.Bjão amigo.

Juh disse...

Entendo e respeito seu ponto de vista, mas também compreendo o lado da Prefeitura (citando ela como exemplo) em resgatar tradições regionais, os artistas da terra e abrir espaços para a cultura local. Afinal, o novo já tem espaço garantido seja em festas particulares, seja na mídia ou agora com as redes sociais e a facilidade dos downloads.
Não fui ao bloco das Muriçocas em 2010, mas acredito que fora esses 2 trios que você citou outros fizeram parte da programação com estilos diferentes. Não sou nenhuma entendida de carnaval, mas sei que a proposta do bloco Muriçocas é justamente a mistura de ritmos, com frevo, samba, axé... e por que não reggae, tango, valsa?
Se no Rock In Rio 2011 teremos Claudia Leitte?
É carnaval sim, é Rock sim, mas por que não abrir espaço pro diferente? Se tudo é música e tem quem goste.

Acho que o que existe é pura briga de vaidades, o velho quer ser "cult", mas e dai, o novo tb quer ser "in"... e por que não? Já que existe espaço pra todos, até mesmo juntos.

Igor Kawabe disse...

Parabéns pelo comentário Juh, bem colocado e bem exemplificado.
Acho que precisamos de debates, de discussões, de pontos de vistas contrários, mas com um objetivo, o de melhorar um resultado!
Obrigado pela sua "audiência"!

Lídia Valle disse...

Olá Igor, vim comentar aqui, pq seu título me chamou atenção.
Saudosismo "demais" é veneno!
Não sou fã de forró, nem muito de carnaval, mas tenho que louvar seu ponto de vista.
Eu vivo esse saudosismo sufocante todos os dias, e em todas as àreas da vida.
Isso me cansa sabe, coisas do tipo, "ah porque na minha época era melhor, porque na minha época tinha isso, aquilo, que era melhor...ah, esses desenhos de hoje, essa música de hoje, essa juventude de hoje"
aahhhh, isso me inerva iaushIAH Aquele papo "separtista" meio chato, "ah porque eu queria ter nascido na década de 80, 70, 50, sei la" (blá blá blá)
Acho que me parece um pouco certa preguiça das pessoas pensarem, analisarem as coisas, aceitarem o novo, se reciclarem , etc etc
Muitas coisas são apenas questão de puro preconceito e o tal "saudosismo"
As pessoas fala, como se nessas décadas passadas, não houvesse também gente chata, invejosa, gananciosa, preconceituosa, machista, entre mil defeitos que sempre fizeram parte do "repertório humano" heheheh
Nessas épocas que certas coisas que citei acima que eram piores mesmo. Acho assim, o mundo é muito diverso e complexo, algumas coisas podem ter "piorado" mas outras melhoraram.
As pessoas preferem idolatrar esses dias passados como o supra sumo da cultura e perfeição humana.
parece pura preguiça de quebrar seus preconceitos, conhecer o novo (p0orque sim, as pessoas, na maior parte das vezes, falam mal sem conhecer), conhecer os pontos fortes e fracos de sua época e lutar sempre por uma melhoria.
Mas não, preferem cuspir nas coisas já conquistadas e viver esse eterno saudosismo.
Bom, é isso!! ^.^

Ensino,religião e política. criticas. disse...

Que bom seria.
Que bom seria,
Se não houvesse carcaça
E nem houvesse fumaça,
Nem brasa na churrasqueira.
Os nossos irmãos animais
Sem dores e medos reais
Vivendo suas vidas inteira.

Que bom seria.
Não ver o sangue correr,
Nenhum animal perecer
Ave, suíno, e ruminante.
Sem urros e sem gemidos,
Sem animais perecidos
No fio de um aço cortante.

Que bom seria,
Sem nada de violência,
Nem mesmo interferência
Somente uma vida plena.
Entre os seres racionais
E também entre animais
A paz reinasse serena.

Que bom seria.
Se isso não fosse utopia,
Nem mesmo uma fantasia
Na tão sonhadora ilusão,
Mas me entristece a maldade,
Mesquinhos poder que invade
Os descendentes de adão.




Que bom seria,
Sem animais como detentos,
Em grandes confinamentos
Criados pra serem abatidos.
De maneira tão desumana
Feitos por mentes insanas,
De Humanos embrutecidos.

Que bom seria,
Se houvesse luz e beleza,
Que desse a nós a certeza
Da paz é a doce vivencia.
Tudo na terra seria candura,
As almas seriam mais puras
Com uma vida sem violência.

Que bom seria.
Sem a nossa mesquinhez,
Sem nenhuma estupidez
Ao tratar nosso semelhante.
Os nossos irmãos menores,
Já provaram e são melhores
Que a nossa mente arrogante.

Pra que serve a inteligência,
Que só nos causa carência
Na vivência do dia a dia
Fico pensando desolado,
Dizendo a mim mesmo calado,
Que bom seria, que bom seria.

Paulo Luiz Mendonça.






Nosso passado.

No passado onde nascemos
E que nós todos vivemos,
Num tempo bem divertido
Pois tudo que tinha outrora,
Hoje tudo foi se embora
Tudo de bom foi esquecido.

Eu lembro do meu passado.
Com meus pais a meu lado,
Dando-me amor e bondade
Hoje me encontro sozinho,
Perdido excluído do ninho
Somente a tristeza me invade.

No passado tinha respeito
Os homens eram direitos
Não tinha mal entendido
Esqueceram a educação
Tudo esta na contramão,
O mundo esta decaído.

No meu tempo de escola,
Nem se pensava em bola
Não se esquecia a lição.
Hoje o moleque atrevido
Vivendo no mundo falido
Sem a dádiva da educação.

Vizinhos se conversavam,
Sempre se comunicavam
Com toda paz e harmonia.
Hoje nem se conhecem,
O seu nome até esquecem
E as ruas todinhas vazias.

O sol já estava entrando,
Muitos visinhos chegando
Pra conversar no portão.
Tudo isso ficou no passado
Todos em casa enfurnados
Em frente a televisão.

Os programas que tem agora,
Nem se compara os de outrora
Na pureza e simplicidade.
Um canal só crimes na tela
No outro infames novelas
Dando ao povo mediocridade.

Sei que isso é caso perdido,
Não pode ser mais corrigido
O que vale é poder e dinheiro.
Nosso cérebro já foi deturpado
O mal já foi todo implantado
Na mente de nós brasileiros.

Paulo Luiz Mendonça.