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domingo, 24 de agosto de 2008

Profissionalismo

Um comentário
Muita gente pensa que é simplesmente colocar um atestado e pronto, não precisa trabalhar!

Filho de mãe médica, aprendi que atestado não se deve dar por qualquer coisa. Atestado é coisa séria. Coisa séria também é nosso trabalho. Seja qual for, se resolveu fazer algo, leve à sério. Seja o que for. Então vou contar uma história que me deu orgulho de participar e com ela pretendo mostrar como é o pensamento de quem respeita os que dependem de seu trabalho.

Vou chamar nosso amigo de Edson. Edson é cantor de uma banda. Ele é um cara organizado e competente no que faz. Nos ensaios ele sempre chega com sua parte pronta, a letra impressa e pré-ensaiada. Ele sempre me impressionou pelo seu talento, pois ele canta muito bem. E além de cantar bem ele reuni todas as características de um artista completo. Simpático, humilde, correto, responsável... Mas eu falei todas, então:

"Uma vez ele tinha um show em uma cidade no Rio Grande do Norte, só que estava meio doente. Eu era seu produtor. Fomos na farmácia e compramos um medicamento. Ele ficou no hotel o dia todo descansando. A noite chegou e o nosso amigo estava pior, mas fomos ao local do show. A banda chegou, a produção começou com os últimos preparativos, a banda foi ao camarim e ele ficou dormindo no ônibus. Tudo ficou pronto e fui lá chamá-lo e avisar que estava na hora. Quando cheguei ele estava dormindo, todo enrolado em um cobertor e com uma febre de uns 40 graus. Fiquei com muita pena, mas tive que acordá-lo. Perguntei se ele tinha condições, ele demorou um pouco e disse que queria fazer o show. A gente já tinha passado por vários episódios juntos, ele como cantor e eu como seu produtor. Episódios como dor de barriga, infecção intestinal, febres também, rouquidão, mas dessa vez ele estava muito ruim. Nesse dia eu cheguei a pensar que não ia dar p/ ele. Mas a gente foi p/ o camarim. Fui levando abraçado com ele. Chegou ao camarim e ele pediu uma maçã. E logo o produtor técnico avisou que estava na hora. Ele, como sempre, pediu água, molhou o cabelo e simplesmente se transformou. Impressionante. Subiu e começou o show, tudo do mesmo jeito, não aliviou em nada. Na metade ele virou, olhou p/ mim e pediu uma maçã. Joguei, ele deu uma mordida, jogou de volta e continuou o show. Terminou e ele ainda atendeu todos os fãs."

Será que um profissional de repartição pública, com sua SUPER ESTABILIDADE, que sempre está de cara feia, não nos atende bem, é sempre mal educado e parece que faz um favor, colocaria um atestado se estivesse com 40 graus de febre às 7h da manhã perto da hora de sair p/ o trabalho? E ainda falam que músico não é profissão! (Pergunta frequente: "Você faz o que? - Sou músico. Eu sei, mas trabalha com o quê?)

(Aos bons profissionais de repartição minhas sinceras desculpas por nunca ter encontrado nenhum de vocês. Por falar nisso vocês se escondem aonde?)
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Abdelghafour

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Um comentário

Sabrina Roriz disse...

Igor, olhe nesse tempo que conheço vcs, vi o quanto são profissionais.
Esse ai que mesmo com febre altíssima fez o show, olhe que orgulho que eu tenho em saber os profissionais que vcs são!!!!
Estava numa fase que não sentia mais a mesma empolgação que antes.
Mas depois do que eu li aqui, mudei minha opinião.


beijo grande viu