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quarta-feira, 19 de março de 2008

Quebrando o Mistério!!

Um comentário
E ai pessoal como vão todos? Bom é com imenso prazer que recebo e aceito o convite feito pelo meu grande amigo Japaman, e estou aqui para falar um pouquinho sobre música. E ele me pediu para falar um pouco sobre música erudita que é chamado erroneamente de música clássica e que para muitos causa amesma reação de como se tivesse chupando limão...argh..rsrs!!

Acho que ninguém aqui nunca me viu, mas se me vissem a última coisa que iam imaginar é que eu passei 23 anos da minha vida tocando em orquestras pelo mundo a fora, e além do mais quando se fala música erudita (vamos falar certo não é?), a primeira coisa que vem na nossa cabeça é, "putz que música chata", ou mesmo "nossa música para dormir não é?", e várias outras coisas. Porém vamos partir do princípio que é um estilo que permanece ai vivo e forte a mais de 400 anos, hoje em dia o que mais vemos são fenômenos musicais sendo lançados na mídia e logo depois somem assim como aparecem. Se observarmos, nossos maiores ícones como Elvis, Beatles, Pinxinguinha, Tom Jobim, Franck Sinatra, todos eles não chegam nem perto dos 100 anos, então essa música para estar ai a tanto tempo deve ter algum valor.


Agora música erudita, agente também já imagina aquele povo vestindo terno e as peruas vestindo seus longos, aqueles pingüins em cima de um palco tentando tocar junto e um cara, que seria o pingüin chefe, com uma varetinha tentando bater ou espantar algo que ninguém enxerga. Não esta muito longe disso não...rsrs. Porém não é só isso. Aprender a apreciar esse tipo de música é um exercício da alma, senão eu nunca teria me deparado com crianças carentes, mendigos de rua, ou qualquer tipo de pessoa menos instruída que quando a orquestra começasse silenciasse e seus olhos enchessem de brilho a medida que estavam ouvindo tudo aquilo. Não precisa ser instruído para ser tocado pela música, mas não vamos negar que o mínimo de conhecimento não mude nossa ótica diante do que escutamos, afinal Mozart, Beethoven, Brahms, Dvorack, todos eles eram homens do povo e o que eles escreviam era a música popular da sua época, porém eles se eternizaram cada um na sua genialidade. Se procurarmos conhecer o mínimo, saberemos que existe muito mais por trás daquela chatice. Beethoven, senhor das Sinfonias, escreveu as suas mais brilhantes obras completamente surdo. Mozart morreu escrevendo o seu Réquiem (missa póstuma), e a sua grande e famosa ária a Dama da Noite foi inspirada nos gritos de sua sogra. Paganini o grande revolucionário do violino era considerado por muitos demoníaco pela forma como ele tocava o violino. Será que com esse pouco conhecimento tudo toma uma outra forma, ou pelo menos nos causa curiosidade?

Além do mais não nos assustemos quando falamos de música erudita, eu tinha um professor na Unicamp, que ele dizia que para ele Tom Jobim, Chico Buarque, Pinxinguinha eram tão eruditos quanto Bach, Beethoven e Mozart, pois eles ocupam o mesmo espaço na vida da maioria de nós brasileiros. Muito da obra desses gênios que são nossos é tão desconhecida quanto os outros mestres. Ele dizia que música popular é o que se toca na rádio, com o perfil comercial, até um pouco descartável, porém é o que todos escutam, é o que esta presente em nossas vidas, não que seja ruim, não é isso mesmo porque defendo o livre arbítrio musical das pessoas, mas ai vem a grande pergunta, será que não deveríamos dar a chance de deixar adentrar em nossas vidas um pouco da obra desses mestres que esta ai a mais de 400 anos?

Obrigado pela atenção de todos, obrigado Japaman pelo convite e semana que vem estarei ai de novo!! Abraços!!

Thiago Amorim
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Abdelghafour

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Um comentário

Igor Kawabe disse...

Valeu Thiago!
Lembro que pedi que fizesse um texto numa linguagem fácil, não muito grande e que explicasse p/ o pessoal um pouco da música erudita e ainda com um pouco de humor... (eu mesmo pensava que estava pedindo demais) mas você escreveu, simplesmente, perfeito. Muito obrigado meu velho.
Vamos manter, toda quarta é Thiago Amorim p/ a galera!