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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Carnaval

2 comentários

No tema Carnaval vamos começar falando das bandas de menor expressão. De como é por aqui pelo nordeste.

Toda banda que está no começo tem um pensamento, o de tocar. Não importa se vai ganhar cachê ou não, mas sim mostrar o trabalho e fazer "o nome". E é nessa época que a esperança aumenta. A demanda de eventos é enorme e pede uma variedade grande. Claro que nesse período do ano se destacam as bandas de Axé, frevo, pagode e baile.

Em muita situações acontece das bandas pagarem p/ tocar. É! É verdade. Alguns contratantes, sabendo da vontade das bandas de tocar, se aproveitam e impõe que elas pagem o som, o trio, ou até outro tipo de custos. Aí elas vão atrás de patrocínio ou bancam do próprio bolso. É o submundo dos eventos...

Mas quando estão tocando tudo fica lindo. Inclusive os componentes. Calma! Eu explico. Existem umas pessoas que são identificadas por "Maria Palquinho". São as meninas que sem nem conhecer a banda assediam os componentes da banda só quando eles estão lá em cima. Mas boa parte das bandas aproveitam a oportunidade, fecham outros contratos e seguem seus caminhos.

E quando se está no começo, as bandas, não costumam se preocupar muito com Rider's e exigências. Tocam com qualquer som, luz, palco. Muitas vezes não passam nem o som. Dormem em qualquer lugar e geralmente andam em vans, com mil pessoas dentro e os instrumentos no reboque.

Eu já passei por isso. Lembro uma vez que tocava em uma banda de pagode e fechamos um ótimo contrato. Na época era ótimo pra gente que estávamos começando. Fomos tocar em uma praia do RN, Bahia Formosa. Eram 8 shows em cinco dias. Fomos em uma van lotada e os instrumentos no reboque atrás. Nosso hotel era um colégio público cheio de colchonetes e um só banheiro onde dividíamos o colégio com outras bandas (pense numa bagunça), uma em cada sala, porém apenas um banheiro, kkkkk. Os shows eram muito bons, sempre cheio de gente e todo mundo gostava da banda. Quase todos os dias tocávamos duas vezes, à tarde na praça e à noite no clube. Não precisa nem dizer que quando o carnaval chegou ao fim estávamos esgotados, mas muito felizes. É nessa fase onde tudo é novidade, tudo está ótimo. Éramos uma família, só pensávamos em estar juntos, e a grana que entrasse era pra investir, comprar instrumentos, montar estúdio. Muito diferente do pensamento de grandes bandas que o problema não é pensar na grana, é "só" pensar nisso. Sem lembrar de um bom relacionamento, amizade e uma boa música. A banda acabou, mas até hoje somos grandes amigos.

Temos também as bandinhas de frevo, que são formadas por duas pessoas na percussão, e um naipe de metais. São tradicionais em Recife e conhecidas por tocar durante horas. É impressionante como essa galera resiste, são muito "foda"! O cachê não é lá essas coisas não.

Amanhã tem mais!

Fonte da foto: Foto da bateria do nosso "digníssimo" Olliver no Sambaloko, evento de pagode que acontecia todo domingo em João Pessoa.
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Abdelghafour

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2 comentários

Tereza Prestrelo disse...

Imagino a bagunça perigosa que deve ser cuidar de uma banda em época de folia de Carnaval.
Acabo dever na TV um acidente horrível com um trio, aqui, no Recife... Os excessos são difíceis em qualquer situação mesmo, Igor.
E posso imaginar o nosso digníssimo Olliver sentado aí nessa bateria... Cheio de emoção, vibração, atitude !!!
Estou por aqui estudando, mas sem deixar de pensar no que essa ruma de filhotões andam fazendo neste Carnaval. Peço a Deus que estejam todos bens - Todos...

Igor Kawabe disse...

Oi Tereza, estou bem. Estou em Tabatinga. praia da PB!